Espaço dedicado a pensamentos, poesias & devaneios. Sabor, comida, viagens, fotos, livros e o que mais der na telha (ou no forno).

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tomate. Um estudo.


"Nativo da costa latino-americana, daí seu nome asteca tomatl, o tomate não era conhecido até o século XVI, quando navegadores espanhóis levaram suas sementes para a Europa. Até que fosse aceito, percorreu um longo caminho. Considerado inadequado ao consumo, pois acreditavam ser venenoso - culpa da beladona, essa, sim, venenosa, de idêntico formato e textura semelhante -, seu uso era meramente decorativo, graças à beleza de seus frutos. Como as primeiras espécies trazidas eram amarelas, foi batizado na Itália de poma d'oro (maçã dourada), de onde vem seu nome atual, pomodoro. Em Nápoles, conquistou lugar à mesa, por volta de 1600, quando um cozinheiro mais ousado resolveu enriquecer uma salada de alface com finas fatias de tomate. Começou ali sua trajetória vitoriosa pela Europa. Os franceses, apesar de chamá-lo de pomme d'amour (maçã do amor), levaram algum tempo até introduzi-lo em sua culinária. Para os ingleses, continuou sendo, até um século depois, uma fruta decorativa e, nos Estados Unidos, só começou a ser cultivado em 1871, na Lousiana. Conhecido, até então, como fruto de ouro, só resgatou seu nome de batismo em meados do século XVIII.
Foi em Nápoles, no século XIX, que a indústria de conserva de tomates se desenvolveu. O uso crescente do suco de tomate em substituição ao suco de carne, bem mais caro, gerou a necessidade de se conservarem os tomates e seu suco por mais tempo. Surgiram, assim, o concentrato (extrato), uma base de tomates adicionada de sal e açúcar; a polpa, com pedaços de tomates sem pele e sem sementes, levemente concentrada e adicionada de água, sal e açúcar; a passata (suco espesso) e o pomodori pelati (tomates pelados)".

Roberta Malta Saldanha nos conta isso e muito mais em seu livro Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia. Editora Senac Rio.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Terça-feira gorda. Bem gorda.





Começando com Tomates Assados & Agrião




Salada morna de legumes assados com pesto refrescante e Pecorino com tartufo

Vamos lá! A beterraba leva mel e sementes de erva doce, a batata doce foi perfumada com alfazema e a abóbora levou mascavo. Pesto de hortelã e manjericão para refrescar. E para fechar com chave de ouro a presença marcante do Pecorino com tartufo.


Alface Romana refogada em bastante manteiga e gratinada com farinha de pão


Lombo de porco com cebolas caramelizadas & Risoto cremosíssimo de cogumelos




Mousse de chocolate 70% com doce de leite (Argentino claro!)



Carnaval 2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um bolo para o domingo nublado


Bolo de alfarroba e bananas carameladas

Ingredientes
1 xíc. de açúcar para o caramelo
5 bananas nanicas maduras
100 g de manteiga sem sal
100 g de açúcar (para a massa)
100 g de farinha de trigo
100 g de farinha de amêndoas
2 ovos
5 c. de sopa de farinha de alfarroba
2 c. de chá de canela em pó
2 c. de chá de fermento químico


Modo de preparo
1. Em uma assadeira, faça um caramelo seco (sem água).
2. Arrume as bananas cortadas ao meio sobre o caramelo. Reserve.
3. Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até obter um creme claro e leve.
4. Adicione os ovos, um a um, até homogenizar.
5. Fora da batedeira, adicione a farinha de trigo, a farinha de amêndoas, a alfarroba, o fermento e a canela.
6. Coloque a massa sobre as bananas e leve o bolo ao forno.
7. Assim que o bolo estiver assado, retire-o do forno, espere esfriar somente 5 minutos e inverta-o sobre um prato.