





"Nativo da costa latino-americana, daí seu nome asteca tomatl, o tomate não era conhecido até o século XVI, quando navegadores espanhóis levaram suas sementes para a Europa. Até que fosse aceito, percorreu um longo caminho. Considerado inadequado ao consumo, pois acreditavam ser venenoso - culpa da beladona, essa, sim, venenosa, de idêntico formato e textura semelhante -, seu uso era meramente decorativo, graças à beleza de seus frutos. Como as primeiras espécies trazidas eram amarelas, foi batizado na Itália de poma d'oro (maçã dourada), de onde vem seu nome atual, pomodoro. Em Nápoles, conquistou lugar à mesa, por volta de 1600, quando um cozinheiro mais ousado resolveu enriquecer uma salada de alface com finas fatias de tomate. Começou ali sua trajetória vitoriosa pela Europa. Os franceses, apesar de chamá-lo de pomme d'amour (maçã do amor), levaram algum tempo até introduzi-lo em sua culinária. Para os ingleses, continuou sendo, até um século depois, uma fruta decorativa e, nos Estados Unidos, só começou a ser cultivado em 1871, na Lousiana. Conhecido, até então, como fruto de ouro, só resgatou seu nome de batismo em meados do século XVIII.
Foi em Nápoles, no século XIX, que a indústria de conserva de tomates se desenvolveu. O uso crescente do suco de tomate em substituição ao suco de carne, bem mais caro, gerou a necessidade de se conservarem os tomates e seu suco por mais tempo. Surgiram, assim, o concentrato (extrato), uma base de tomates adicionada de sal e açúcar; a polpa, com pedaços de tomates sem pele e sem sementes, levemente concentrada e adicionada de água, sal e açúcar; a passata (suco espesso) e o pomodori pelati (tomates pelados)".
Roberta Malta Saldanha nos conta isso e muito mais em seu livro Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia. Editora Senac Rio.
Foi em Nápoles, no século XIX, que a indústria de conserva de tomates se desenvolveu. O uso crescente do suco de tomate em substituição ao suco de carne, bem mais caro, gerou a necessidade de se conservarem os tomates e seu suco por mais tempo. Surgiram, assim, o concentrato (extrato), uma base de tomates adicionada de sal e açúcar; a polpa, com pedaços de tomates sem pele e sem sementes, levemente concentrada e adicionada de água, sal e açúcar; a passata (suco espesso) e o pomodori pelati (tomates pelados)".
Roberta Malta Saldanha nos conta isso e muito mais em seu livro Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia. Editora Senac Rio.











































